segunda-feira, junho 26, 2006

Novos indicadores de riqueza: outro exemplo

Os canadianos Lars Osberg e Andrew Sharpe do Centre for the Study of Living Standards criaram o "índice de bem-estar económico" (IBEE). O índice é composto por quatro dimensões - cada uma pesa 25% - (clickar na foto para em pormenor as dimensões e os indicadores), que articula dados relativos à contabilidade nacional e a estatísticas sociais: 1) os fluxos de consumo per capita; 2) o stock de recursos produtivos acumulados; 3) incidência e intensidade da pobreza, e a desigualdade de rendimentos; 4) o grau de insegurança económica medida a partir do risco de perda de emprego/estar desempregado; de estar doente; de ser pai/mãe solteira pobre; e de ser idoso pobre.
Uma curta justificação para a construção do índice e uma apresentação dos indicadores que o compõem pode ser encontrada aqui em inglês (aqui em francês). Uma versão mais longa pode ser lida aqui. O site do Centre for the Study of Living Standards tem outros papers teórica e metodologicamente úteis aqui.

Dos quatro gráficos seguintes, os dois primeiros são relativos ao Canadá: o primeiro mostra as 4 dimensões que compõem o índice em separado entre 1971 e 2002; o segundo introduz a evolução do PIB no mesmo período, comparado com duas versões possíveis do IBEE: uma em que a dimensão do consumo pesa 70% na construção do índice, com as restantes três dimensões (acumulação de riqueza; desigualdade/pobreza; insegurança económica) a valerem 10% cada uma (linha verde); e uma segunda, a normalmente adoptada, em que cada uma das dimensões pesa 25% (linha vermelha).












Os dois quadros seguintes (tirados daqui) comparam o PIB com o IBEE no Reino Unido e na Noruega entre 1980 e 1999. No primeiro caso pode-se ver perfeitamente o resultado do "choque Thatcher"; no segundo, vê-se uma evolução mais harmoniosa entre as duas linhas, ainda que o crescimento do PIB não seja acompanhado pela subida ao mesmo ritmo do IBEE.

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